A filosofia do 2° Recanto – Parte XXX

fevereiro 19, 2026 0 Por admin

“Sócrates e Platão, precursores do espiritismo, afirmavam a reencarnação e a sobrevivência da alma, tanto nos homens quanto nos animais.”

Esse estudo vem de muito tempo atrás. Agora, quero chamar a atenção de vocês para a nossa ignorância. Observem esses homens estudiosos, que pesquisam isso há tanto tempo, e nós permanecemos na santa ignorância.

Fica difícil, e precisamos aprender a compreender as coisas e colocá-las em prática. Nossa fé exige que realmente a coloquemos em prática, não apenas ouvir e dizer: “Que coisa linda, maravilhosa! Que interessante!”, e depois deixar por isso mesmo. Então, o que está acontecendo no mundo atual?

No mundo atual, é muito comum ver depredação de rebanhos enormes. Os bezerrinhos começam a querer comer, e a vaca ou o boi os empurra com a cabeça. Pensamos: “Que modo violento!”, mas é o modo carinhoso deles de desviar os bezerrinhos para não comerem os brotos de capim que estão começando a nascer. Eles levam os bezerrinhos para o meio do pasto, para deixar os capins novos crescerem. E nós, pensamos nisso?

“Os escravos eram comparados aos animais.”

Desde as primeiras civilizações, os escravos eram considerados inferiores aos homens. Muitos asseguravam que eles tinham algo. E não só em 585, a Igreja discutiu no Concílio de Macôn se as mulheres tinham ou não alma!

Aristóteles, filósofo grego discípulo de Platão, era menos radical e explicou como imaginava as diferenças entre animais e escravos: “Aqueles que diferem entre si, o homem do animal, são escravos por natureza. Ele pode perceber, mas não possuir a razão. Os outros animais não são sujeitos à razão. Contudo, quanto à utilidade, a diferença é mínima: escravos e animais domésticos prestam ajuda com seu corpo para as necessidades da vida”, afirmou no livro “Política”. Ainda havia escravidão em muitos países no tempo de Kardec.

O presidente dos Estados Unidos, Lincoln, emancipou os escravos somente em 1863.

Naquele contexto, quem se importaria com os animais? A preocupação ética com eles é, então, algo de nosso tempo.

Temos aqui uma base de como era o ser humano: consideravam os negros como se não tivessem mente, alma, nada; eram escravos como o boi, o cavalo, e tinham que fazer os serviços corporais. (continua) Mestre Espiritualista Florêncio Antonio Lopes.

Amor Entre os Povos

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