Por que é Comemorado o Natal?

Por que celebramos o Natal no mês de dezembro?

São poucas as pessoas que fazem esta pergunta e que tem interesse em saber, a maioria aceita porque aprendeu que o Natal é no dia 25 de dezembro e pronto, é só comemorar.

Mas, ninguém sabe com exatidão a data do nascimento do menino Jesus, pois a preocupação dos primeiros cronistas do cristianismo, não é nem cronológica e nem topográfica, mesmo quando se referem a tempos e lugares.

O nascimento do menino Jesus, começou a ser celebrado pela igreja católica, durante o século IV, sem que houvesse para tanto, uma data específica fornecida pela tradição.

No Oriente, o Natal era celebrado no dia 06 de janeiro, o dia do nosso Dia de Reis, no Ocidente era celebrado no dia 25 de dezembro, coincidindo com o solstício de inverno que dá o início da fase ascendente luminosa, do ciclo anual do Sol no hemisfério norte.

Em ambos os casos a existência anterior de uma festa pagã de início de ano e de mudança de estação, explica a escolha desta data para a festa cristã.

Na verdade, a escolha do dia 25 de dezembro para celebrar o aniversário de Jesus, ocorreu em Roma entre os anos de 325 e 354 da nossa era. A festa cristã do Natal teria começado a ser celebrada na capital do Império romano, a partir dos últimos anos do reinado de Constantino, que se estendeu do ano 306 a 337.

As razões que contribuíram para essa escolha, também estão ligados ao culto do Sol, algumas décadas antes, em 274. O Culto do Sol Invictus como religião oficial do estado, fora criado pelo imperador Aureliano, que se proclamou a encarnação viva do Deus Sol, e na mesma data, 24 de dezembro, os adoradores de Mitra, a divindade pura, que alcançou grande popularidade entre os romanos, também celebravam o nascimento do seu Deus, nascido da pedra e adorado como o portador de nova luz.

Aliás, a noite desse dia, os mitraistas e outros que os imitavam, acendiam fogueiras para ajudar o Sol a subir mais alto na linha do horizonte. É fácil, portanto compreender, como festa, na mesma data, da natividade de Jesus, o Sol da Justiça, anunciado pelo profeta Malaquias, à luz do mundo, de que fala o evangelista João, devia constituir na mudança religiosa ocorrida durante o reinado de Constantino, a antítese cristã a festa pagã do nascimento do Sol.

Aliás, a conjunção do culto oficial do Sol e da religião de Mitra, era particularmente importante no meio militar e aristocracia de Roma. Constantino, com objetivos tantos políticos como religiosos, quis realizar com isso uma espécie de simbiose entre o culto do Sol, no qual havia sido educado e de quem se dizia protegido do culto de Mitra e o cristianismo, que se apresentava como a religião do futuro.

A escolha do dia 25 de dezembro para a celebração do Natal, tem uma razão meramente simbólica, se Cristo é o verdadeiro Sol anunciado pelos profetas, nada mais natural de que fazer coincidir a celebração da data do seu nascimento com o ápice do ano solar.

Ao celebrar o nascimento de Jesus, no Solstício de inverno (no hemisfério norte) ou Solstício de verão (no hemisfério sul), os cristãos não pretendiam, portanto, comemorar o seu nascimento histórico.

Então, o Natal é a festa do aparecimento de uma nova luz que ilumina o mundo com o nascimento de um menino Deus. Não é o aniversário de uma data precisa, mas é a manifestação de uma realidade, a encarnação na Terra do filho de Deus, que traz aos homens, com a esperança da salvação, o início de uma nova era.