É Preciso Acreditar

Nós, ou melhor, todos os habitantes do planeta Terra devem primeiramente acreditar em si mesmo ou não, dependendo muito das pessoas, é o caso, o lema principal da vida é a “Fé” que tem cada indivíduo.

Não sei o que será da “Fé”, em poucos anos, porque percebemos que na classe média e baixa, este tema “Fé” é muito pouco aplicado (só que a pessoa percebe a presença da “fé”, se for muito injustiçado).

Estamos a caminho de eliminar muitas crenças por motivo dos chefes de famílias e das suas companheiras que não se preocupam em colocar na educação dos seus filhos, que eles deverão respeitar o próximo como a si mesmo.

É muito comum a gente ver, os pais orientarem os seus filhos desta maneira: quando eles chegam chorando em casa, por causa de uma briga com um dos coleguinhas na rua, o pai e a mãe então, dizem: Pegue uma pedra e jogue nele, mas para acertar ou pegue um cabo de vassoura e dá nele até você cansar ou o pau arrebentar”.

Eu concordo em se defender, para não ser um armazém de pancada, mas não ensinar a criança partindo para o ódio ou para a mágoa. Eu sei que é difícil ver o seu filho chegando em casa chorando ou com manchas roxas ou até saindo sangue do corpo, se acontecesse com meu filho, ao vê-lo neste estado, eu já perderia o controle, mas não o ensinaria a revidar com violência, e hoje existem muitas academias que ensinam os jovens a se defenderem e nunca brigarem, só se não tiver outra alternativa.

Mas, os pais querem educar os seus filhos e acabam influindo em muito no estado emocional dos filhos, agora, se por acaso sair alguma briga com uma criança rebelde, ensine os seus filhos a se defenderem em academias, maravilhosamente a defesa corporal e sem machucar o adversário, mostrando para ele que não adianta se atracar com a outra criança, até que tire sangue um do outro.

Porém, a maior parte dos meninos aprendem dentro de casa, o que os seus pais ensinam, em pegar uma pedra e jogar para acertar para valer no adversário ou um pedaço de pau, ou até de ferro, já vi muitos casos de criança machucar seriamente a outra e de se sentir que pode com tudo, até encontrar alguém que lhe dá uma boa “tunda”, também já vi um menino inutilizar o outro para sempre, e o fim desse menino agressor é muito amargo, ele não vai saber viver em sociedade, porque os pais de outros meninos vão fazer de tudo para que o seus filhos passem a evitá-lo, pelo simples fato, de ficarem com medo do que possa acontecer para os seus filhos.

Conheci um senhor espírita que ajudava muito as crianças perdedoras e ele falava para elas: Vamos aprender a se defender” e ensinava-as a se defenderem, porque existe entre as crianças, blocos de meninos que querem mandar na rua e gritam: a rua é minha, etc.”, esses blocos de jovens, normalmente são muito perigosos, pelo fato de ajuntarem pedaços de pau, de pedra e até pedaços de ferro, então este senhor espírita ensinava a autodefesa, ensinava a capoeira e o adversário de tanto cair, saía correndo.

E ele ensinava também, que quando uma outra criança estava lhe ameaçando, que ficasse atento, e pôr as mãos no chão, com movimentos ágeis, sem dar chutes, com rasteiras, sem se machucar e também não machucar o adversário, e o outro de tanto cair vai sair correndo, e os meninos que passaram pelas mãos deste senhor, já falecido, seguem o mesmo lema que ele passou para eles quando crianças.

Eu conheci essas crianças, hoje já adultas, se aperfeiçoaram mais em autodefesa.

Há pouco tempo, um senhor recebeu uma tentativa de assalto em plena praça XV, segurou o punho do agressor e não soltava, ia torcendo o punho dele, o outro ia ameaçando sair e não conseguia, o senhor foi torcendo o seu punho até derrubá-lo no chão e falou-lhe: “Vou tirar o meu pé da sua garganta, levante-se e sai correndo, mas corre mesmo, porque se eu te pegar nenhum hospital vai querer te atender”, o assaltante se levantou e assim o senhor fez, largou do seu punho e falou pra ele: Corra, senão eu te mato!”.

Mas, o agressor ficou com ódio dele, chamou o seu irmão para dar uma lição neste senhor e então foram os dois, só que o agressor foi com uma arma, uma cartucheira e quando encontram com o senhor, o seu irmão segurou o senhor por trás, e ao atirar com a cartucheira, o senhor viu ele puxando a cartucheira, desviou e o tiro pegou em cheio na cabeça do próprio irmão, que morreu na hora.

O homem até tentou pegar o rapaz, mas ele fugiu e ficou sumido, depois de um mês a polícia foi a casa deste senhor, para prendê-lo, chegou a agredi-lo e o levaram preso porque o corpo do assaltante, foi encontrado num canavial, morto, e a polícia deduziu que este senhor tinha sido o autor e por mais que queria se defender a polícia ia contra ele.

Até que um belo dia, o pai do rapaz assaltante, foi até o matagal para ver como o filho tinha sido executado e encontrou um bilhete jogado no chão, como já tinha chovido, ele estava amassado e inelegível, mesmo assim ele entregou para a polícia o bilhete, a técnica recuperou-o e dizia que este senhor era inocente, quem tinha atirado e errado o tiro no irmão tinha sido ele, se despediu do pai e se suicidou.

Este senhor tinha “Fé” e acreditava na sua libertação, rezava todos os dias na sua cela e acreditava que a sua inocência seria provada.