Tempo

Dia desses, eu passei como exercício para os meus alunos, em várias turmas que ministro do Curso de Espiritualidade, sobre o tema: Tempo”.

Num dos grupos, um aluno olhou para o outro e um deles virou pra mim e falou:

Professor, já tivemos títulos para descrever, mas, sobre o tempo, nunca, nem eu e acredito que nem os meus colegas sabemos como começar.

Olhei para o grupo surpreso e expliquei a todos:

Sempre, a gente está passando pelo tempo, e muitas vezes, falamos: ‘Nossa quanto tempo que não o vejo?’; ou escutamos outras pessoas falarem: Faz muito tempo, muito tempo mesmo que não vejo fulano de tal’.

O tempo está sempre conosco, quando vocês estão esperando alguém e a pessoa está demorando e quando ela aparece, o que vocês falam?

(Todos do grupo ficaram me olhando, sem saber o que responderem). Por exemplo, vamos lá: Encontramos com uma pessoa e a saudamos alegremente desta maneira: Que alegria, faz tempo que não vejo você!

Numa briga dos namorados um vira e fala para o outro: Me dá um tempo, ou ainda numa proposta que você faz para uma pessoa e ela responde-lhe: ‘Você me pegou de surpresa, você pode me dar um tempo? ou senão: ‘Não quero te ver mais, chega, dei-lhe muito tempo e você só piorou, agora não dá mais! e daí pra fora.”

Então, a classe caiu na risada e um dos alunos comentou:

É verdade professor, a gente fala muito essa palavra e às vezes não lembramos que falamos assim como: “Temos que dar um tempo”, ou Eu quero um tempo e daí por diante.

Tempo”, é uma das palavras que nós usamos muito e foi como você me perguntou, e falando nisso, a aula acabou, e aula acabou já faz um bocado de tempo”, concluí.