A "Fé"

Infelizmente, pela última estatística espiritual que recebi, 70% da população mundial não acreditam mais em “Fé”, acreditam sim naquilo de bom que venha acontecer-lhes, tanto é que os pedidos de “Fé” caíram muito ultimamente, pelo fato de mais ou menos 30% da população por acreditarem na realidade, nos fatos reais, bons ou maus.

O que mais escuto nos meus atendimentos é: Eu tinha fé, mas não me acontecia nada de bom, só coisas más!Analisando essas pessoas eu percebi que na verdade nunca tiveram “Fé”, pois acham que os seres superiores e principalmente Deus tem que fazer sem olhar a quem, então elas se colocam como melhores, muito melhores do que as pessoas que tem “Fé” e ainda zombam delas dizendo: Aquele ali tem “cascão” nos joelhos de tanto ficar ajoelhado no chão pedindo a Deus e aos Santos o milagre que nunca vem”.

Um tempo atrás dentro de um grupo, um grupinho que não acreditavam em nada e só acreditavam neles como um ser superior, então falei para o grupo:

─ “Deus ou os Espíritos Superiores melhoram a vida das pessoas mostrando-lhes que primeiramente tem que ter muita “Fé” para receber o milagre enviado por Eles ─ e continuei (porque a maioria dos componentes do grupo falavam: ‘eu sou perfeito, eu ando bem, me alimento muito bem’) ─ vocês tem que olhar para trás, porque o castigo não vem em vocês, vem em pessoas da família que estimam muito e vocês não percebem isso”.

Mas, Deus não é justo! ─ exclamou uma pessoa do grupo.

Por que? ─ perguntei-lhe.

Porque o meu filhinho teve paralisia e não anda nem com o aparelho ─ respondeu-me.

Eu virei para ele e disse-lhe:

Foi você quem causou isso nele.

O homem quase me bateu e eu continuei.

Calma, vai ver que você desejou um pensamento forte, talvez, para aquele senhor e recaiu no filho dele, mas de leve, porque o forte mesmo caiu em alguém da sua família.

Então, ele arregalou os olhos e perguntou-me:

Como a gente pode reverter isso daí?

Simples, é pensar com muita fé, pedir perdão e ofereça o seu corpo para melhorar a pessoa que você rogou a praga.

Ah não! Isso é demais ─ exclamou um outro componente.

Você tem alguém doente na sua família? ─ perguntei-lhe.

Ele pensou e respondeu-me:

Tenho um sobrinho que não anda e os médicos não acham o que ele tem, eu adoro este sobrinho e sofro muito em vê-lo neste estado.

Então, você pode curá-lo, é só retirar a praga que você rogou na pessoa que está carregando esta sua praga.

Ele me olhou bem e disse a mim:

Eu rogo praga todos os dias e não sei quantas.

Comece pelas últimas e normalmente irá se lembrando das outras ─ respondi-lhe e falando isso fui embora.

No passar dos dias eu não conseguia me esquecer desse homem, em ver tanta maldade numa pessoa só.

Há poucos dias eu estava no templo do Amor Entre os Povos, onde sou orientador, e chegou um casal de idosos com um jovem rapaz com a sua esposa e seus filhinhos.

Achei que conhecia de algum lugar aquele casal de velhos, e quando chegou a vez deles serem atendidos, o idoso disse para a dirigente:

Eu tenho que falar com aquele santo homem ─ apontando para mim.

E eu o atendi e ele me abraçou muito apertado e a esposa dele beijou-me as mãos (coisa que eu não gosto) e logo orientei-lhe:

Por favor não faça mais isso comigo, não beije as minhas mãos.

E o senhor idoso então falou-me:

Eu vim trazer o meu filho que o senhor salvou.

Olhei para o jovem e ele estava sorrindo pra mim e me abraçou carinhosamente chorando, eu sem entender, perguntei-lhe:

O que está acontecendo?

O senhor percebeu que eu não estava conhecendo-o e me contou a história:

Tempos atrás o senhor me ensinou para que eu reassumisse os meus erros e que as pessoas que estavam presas neles, que eu conseguiria a cura dessas pessoas que eu tinha rogado praga e que conseguiria o perdão de Deus, foi o que eu fiz, comecei a retirar as minhas pragas de cima das pessoas e os milagres começaram a acontecer e hoje formam fila de pessoas em minha casa e eu ensino-lhes, o que o senhor me ensinou, e todos vem me agradecer trazendo um donativo e com esses donativos fui ajuntando e montei um asilo, uma casa de recuperação para os adolescentes e também uma creche para atender crianças desamparadas e isso eu devo ao senhor, e me falou o nome dele pedindo que eu falasse dele para as pessoas que se encontravam ali no templo, que ele conseguiu a cura e hoje pratica em seus trabalhos espirituais.

Bem, não sei como receber as boas notícias, só sei que eu choro muito, mas não é de dor, é de felicidade e vou ensinar-lhe o meu segredo: “tudo que faço, eu faço abertamente e não espero recompensa de ninguém, por isso que recebi dos irmãos espirituais o título de Senhor-Mestre e por isso também que eu me sinto um ser humano muito feliz, meio “pacatão”, porque é o meu jeito de ser.

Concluindo, a “Fé” é o veículo maior que levamos dentro de nós mesmos para distribuir a todos e sem olhar a quem. Não precisam vir a mim, aprendam a ter “Fé” como este senhor aprendeu.