O Que Nós Somos?

Quando falamos bem de alguém, quando nós estamos muito entusiasmados por aquela pessoa, pelo motivo dessa pessoa saber viver bem, por ela ajudar o próximo, de ser uma pessoa religiosa ou de ter uma família muito bem constituída, não significa que estamos dando alguma coisa a essa pessoa, na verdade, estamos apenas tendo orgulho em conhecê-la e é por esse motivo que nós usamos palavras para na realidade, identifica-la como um ser humano normal.

Quando pensamos ou falamos dessas pessoas, sentimos orgulho de tê-las como pessoas amigas e companheiras, mas não pelo fato em que ela está se realizando na vida, e sim por essa pessoa se tornar uma fagulha de grandes fluídos energéticos, que sempre que a vimos e ouvimos a seu respeito, na sua simplicidade de ser, e que nos traz em seu sorriso e em seu olhar, um grande estimulo para que possamos evoluir.

E o bem estar físico que essa pessoa maravilhosa nos traz, pelo simples fato de louvar, exaltar ou falar bem de alguém que faz a sua luz própria brilhar e, nós, ao receber o seu sorriso e o seu olhar, intensificamos a sua luz, dando novos brilhos, e assim, contribuímos para o seu aperfeiçoamento, para a melhora de sua saúde e o êxito das suas realizações.

Quando encontramos com uma pessoa dessa natureza, só temos que exaltar com pensamentos gloriosos e purificadores, e levamos em conta que ela merece a força perfeita do bem, que na realidade, esta força, está personificada nela.

Em contra partida, quando criticamos ou falamos mal de alguma pessoa, quando fazemos isto em pensamentos ou palavras, nós nos entretemos em lamentar, em se queixar, ou em protestar, ou algo que nos faz mal, seja este por enfermidades, defeitos, limitações e outras coisas negativas, enviamos uma onda de energias negativas para essas pessoas.

Porém neste caso, fortalecemos o defeito, a enfermidade ou as limitações, e ao mesmo tempo, enfraquecemos a pessoa afetada, dificultando a sua regeneração e consequentemente o seu progresso, quer seja de ordem física ou moral, pois ainda que não nos ouça, esta pessoa recebe a vibração enervante e desalentadora dos nossos pensamentos. Em verdade estamos criticando a “obra de Deus”.

Se tivermos esse princípio sempre em mente, nós sempre iremos procurar louvar e bendizer as pessoas benquistas que temos em nossos pensamentos, por isso, dessa forma, nossas palavras e pensamentos seriam como forças benéficas e construtivas a serviço de uma grande evolução de alegria e de prazer, para as pessoas que nos rodeiam, e de nós próprios.

Na vida, os relacionamentos que temos com os nossos semelhantes, apresentam-nos infinitos problemas, e estes problemas, nós devemos procurar soluciona-los com o menor atrito possível.

Para isto, temos sempre a nossa disposição um lubrificante muito eficaz, que é “O amor expresso com boa vontade e com compreensão das limitações a que todos nós estamos sujeitos”.

Mas, este amor, não deve ser do tipo negativo e passivo, do tipo que se limita a expressar-se em palavras de piedades e lamentações, mas, sim, o amor positivo e ativo, que somos de imediatos incentivados a trabalhar o nosso problema interno e também ajudar o nosso próximo nos seus próprios problemas, a fim de eliminar as causas que originam e provocam esses problemas.

É isso que eu sempre falo e procuro ensinar, dentro do “Amor Entre os Povos”, também não nos importamos muito com a índole das pessoas que aparecem por lá, somos iguais àquelas oficinas mecânicas de carros, que trabalham com amor e carinho com a sua clientela, que sempre saem dali feliz.

Na nossa oficina fazemos isso com as pessoas, para que elas possam se tornar melhores e passarem a acreditar mais na verdade, na confiança e no amor ao próximo, transformar o ser humano bom em melhor, e ensinar o ser humano mau a reconstruir uma vida melhor, porque a mente das pessoas é sempre como um farol, que irá sempre levá-las ao caminho do bem e também levar a felicidade para todos, com a força das energias do “Deus Maior” que passa por todos nós humanos.