Fósseis Humanos - Parte I

Muitas vezes eu me pego pensando no aparecimento do homem na face da Terra, é um assunto muito vibrante em meu pensamento, então, eu vou passar do pouco que eu conheço.

Eu sei que era já noite, ou melhor, começo da noite, num calor terrível porque era verão de 1856, onde um grupo de operários trabalhava para ampliar uma pedreira no Vale Neander, perto de Dusseldorf, estavam retirando as lamas de uma gruta para alcançar o extrato de calcário, quando encontraram algumas ossadas humanas.

Os operários simplesmente separaram os referidos ossos por sinal de respeito e alguns deles ficaram com muito medo, porque eram ossadas bem comuns de pernas, braços, mas era muito esquisito naquele local perto de uma mina de calcário.

Naquela época, estavam encontrando ossadas em todo mundo, no momento em que eles encontravam as ossadas os operários mandavam para o lixo pelo motivo de acharem que não tinham nenhum valor.

Mas, esses ossos que encontraram no Vale de Neander, resolveram entregá-los para o dono da pedreira, porque se ele era o dono, ele teria que achar uma maneira do que fazer com os ossos, e, o dono da pedreira Pieper, era um homem muito bom e respeitado, esse senhor quando viu a ossada logo pensou em um grande amigo que foi o seu professor no ginásio, Carl Fohlrott.

O professor Fohlrott, era um fanático admirador de ossadas humanas que eram encontradas, em sua opinião era que atrás dessas ossadas tinha uma história e um esclarecimento da vida de antigos primatas, e o professor pediu para Pieper mandar essas ossadas para ele poder estudá-las, e, ficou encantado com as ossadas encontradas na pedreira do amigo, o professor as estudou profundamente.

Pieper só queria assim agradar o professor para que ele encontrasse novos conhecimentos sobre as civilizações passadas.

O professor Fohlrott agradeceu por intermédio de uma carta à Pieper que essas ossadas eram muito importantes e ia levar algum tempo os estudos para que ele pudesse formatar alguma coisa da história das civilizações passadas, e realmente, esse professor levou três anos de estudos em cima dessas ossadas.

Quando terminou os seus estudos nos ossos de Neandertal, entregou-os para a opinião pública, onde colocou os cientistas em sobressaltos, porque a notícia para eles era novidade, eles nunca tinham imaginado porque o professor afirmava que aqueles restos de fósseis era de um homem primitivo.

Como naquela época quando aparecia alguma coisa nova a opinião se dividia em grupos favoráveis, outros grupos desfavoráveis e outro grupo “me prove para eu crer”, isso sempre foi muito comum em descobertas de fósseis, então as coisas pegaram outro rumo.

Mas, alguns estudiosos ficaram muito intrigados com a afirmativa do professor Fohlrott, e a maioria achou a ideia absurda e as rejeitou, falando que era mais uma pessoa querendo aparecer falando de fósseis de outras civilizações bem mais antigas, pelo simples motivo, de se basearem na teoria de Darwin, que era sobre a evolução da vida animal e vegetal, porém, alguém também opinou que poderia ser realmente resto de um guerreiro que tinha morrido na guerra de 1813/14, as marcas encontradas seriam de baionetas, e outros ainda, opinavam que aquele esqueleto era de um idiota de mal formação física.

O Professor Fohlrott morreu como outros estudiosos da época, que também tinham falecidos com fama de um visionário e que queria mais se aparecer lavrando o seu nome na história do nosso país.

Foi muito triste isso, porque o professor não era nada disso e sim um especialista em fósseis e passados alguns anos veio a público que o professor estava certíssimo, e, muitos daqueles que o apelidaram de visionário precisaram fazer declarações públicas mostrando o seu erro contra o professor Fohlrott.

Pelo motivo de que apareceram mais restos de ossos extremamente parecidos com os do homem de Neandertal, iguaizinhas àquelas que foram encontradas na gruta de Spy, na Bélgica, depois na França, Itália e encontrados novamente na Bélgica.

Também, numa caverna de Krapina (Croácia do Norte entre Mirabue e Zagreb) foram descobertos ossos de vários esqueletos iguaizinhos que o professor Fohlrott, como suposto progenitor daquelas ossadas.

A sabedoria de Darwin no início do Século XX, acabamos encontrando estudiosos entregues não mais a discussão sobre a pertinência do homem de Neandertal, da humanidade pré-histórica sobre o local que lhe deveria ser atribuído ao longo da evolução.

E essas descobertas que lhe deveria ser atribuído ao longo da evolução, entretanto, vão se avolumando e a ciência a certa altura já considera capaz de traçar em grandes linhos a história das profundas mudanças que teriam feito de um grande macaco disforme Homossapiens.

Baseei-me no livro “Ante dos Tempos Conhecidos”, do autor Peter Kelosimo editado pela Coleção Melhoramentos, daremos continuidade no assunto.